Samba Que Eu Quero Ver

Arte e Resistência: o Samba como voz do Novembro Negro

Arte e Resistência: o Samba como voz do Novembro Negro Estamos chegando ao fim do Novembro Negro, campanha que promove a valorização da herança afrodescendente e a luta contra o racismo estrutural. E, como bons amantes de samba, não poderíamos deixar de falar: o samba é coisa de preto! Um dos maiores legados de nossos ancestrais é a cultura do samba, cultura essa que tem uma história que se mistura com a trajetória do povo preto no Brasil.  Ao longo de sua história, o samba enfrentou períodos em que foi alvo de discriminação e criminalização. O gênero musical tem suas raízes nas comunidades afro-brasileiras, especialmente no Rio de Janeiro, e emergiu como uma expressão cultural vibrante nos primeiros anos do século XX. No entanto, durante as primeiras décadas do século, o samba foi associado a estigmatizações sociais e raciais. Em muitos momentos, as rodas de samba e os locais onde essa manifestação cultural ocorria eram alvo de perseguição policial, tendo que ser feitas às escondidas em locais fechados, como terreiros de umbanda e candomblé.  A ascensão do samba também coincidiu com a tentativa de apagamento do povo preto e a construção de políticas culturais que buscavam promover uma ideia de “brasilidade” alinhada com a elite cultural e econômica do país, ou seja, a branquitude. Isso resultou em tentativas de marginalizar ou reprimir expressões culturais consideradas “inferiores” ou fora do padrão estabelecido. Apesar das adversidades, o samba resistiu e floresceu ao longo do tempo, assim como o povo preto, tornando-se uma das maiores manifestações culturais do Brasil. Ao superar a estigmatização e a perseguição, o samba conseguiu conquistar espaço na sociedade brasileira, ganhando reconhecimento nacional e internacional. Onde estão as mulheres pretas do samba? Ao transitar do ambiente privado, onde atuava como resistência, para o cenário público como símbolo nacional, as mulheres viram sua participação nesse processo diminuir devido ao arraigado machismo da época, que impunha a ideia de que a rua não era lugar para mulheres, entre outras questões. Assim, a predominância masculina nos espaços de samba teve início. Um ponto de destaque no panorama feminino da história do samba, enfrentando todas essas dificuldades, é a figura de Madrinha Eunice, que foi a primeira mulher a liderar uma escola de samba, a Lavapés de São Paulo, que inicialmente surgiu mais como um cordão carnavalesco. No entanto, somente a partir da década de 60 é que as mulheres conseguiram conquistar alguma visibilidade no cenário musical do samba, dando origem a nomes como Clementina de Jesus, Dona Ivone Lara, Dona Zica, Jovelina Pérola Negra, Leci Brandão e Alcione. Dona Ivone foi, em 1965, a primeira mulher a integrar a Ala de Compositores do Império Serrano, ao assinar em parceria com Silas de Oliveira e Bacalhau o samba-enredo “Os cinco bailes tradicionais da história do Rio”, considerado uma obra-prima do gênero. Em São Paulo, a primeira mulher a puxar um samba-enredo no Sambódromo do Anhembi foi Dona Bernadete do Peruche, que deu voz a “Quem arrisca, não petisca”, samba de Ideval Anselmo, Carlinhos e Zelão, no desfile da Unidos do Peruche de 1991. Cenário atual: mulheres na arte Não apenas no samba, mas artistas mulheres são minoria em diversos cenários artísticos em todo o mundo. Quando somado ao critério racial, o resultado se torna ainda mais alarmante. De acordo com dados de um estudo de 2019 realizado pela revista Public Library of Science, 87% das obras dos 18 principais museus dos Estados Unidos foram feitas por homens, 85% deles branco. No Louvre, há 25 autoras para 3,6 mil pinturas. Poderíamos citar diversos cenários artísticos em que há desigualdades de gênero e raça, mas vamos retornar para a música. Uma pesquisa realizada por Thabata Arruda, proprietária da plataforma Ouça Música Independente, curadora e pesquisadora musical com foco em mercado, comportamento e identidade musical, analisou o line-up de diversos festivais brasileiros. Thabata constatou que a participação feminina nesses palcos não passou de 20% entre 2016 e 2018, sendo que em alguns festivais não houve a participação de nenhuma mulher. Não há recorte racial na pesquisa. Cenário atual: mulher preta no samba A história do Samba parece refletir a trajetória de mulheres negras que tentam ganhar a vida como cantoras desse gênero musical. Elaine Augusta é uma dessas mulheres. Ela é professora, atriz, cantora e escritora. Hoje Elaine caminha com o projeto “Samba de Preta”, que busca o resgate de sambas consagrados e assim trazer a voz da mulher na dramaturgia da música.  “Já sofri muito preconceito por ser uma mulher que canta samba. Uma vez me convidaram para uma roda de samba onde só tinham homens tocando e cantando. Certo momento um dos integrantes da roda me convidou para cantar. Assim que me sentei, todos se levantaram. Ser uma mulher preta em uma sociedade machista e racista é lutar duas vezes mais para sobreviver e não se auto sabotar, pois tudo isso deixa marcas profundas”, contou Elaine. Assim como o samba, Elaine cresceu periférica, potente e querendo conquistar o mundo. “Quando criança sempre gostei de música. Me via artista mas não sabia como e nem por onde começar, pois era pobre e da periferia, sem referência de outros músicos por perto”. Hoje ela vem se tornando grande referência do samba capixaba. “Tudo que sei aprendo todos os dias ao assistir e ouvir os que vieram antes de mim”, afirma. A história de Elaine se assemelha com a de várias outras, como a de Sol Pessoa, reconhecida como uma das mais talentosas intérpretes do samba no Espírito Santo, encantando o público com sua voz única e carisma contagiante. Para ela, o cenário do samba capixaba já evoluiu muito, mas precisa evoluir ainda mais. “Precisamos entender que a estrela é a música! Sem preconceitos e unidos, faremos essa estrela brilhar ainda mais”, afirmou Sol. Sol contou que o samba salvou sua vida e que hoje se dedica a alegrar a vida das pessoas por meio da música. “Cantar me tirou da depressão e me livrou da morte. Já sofri preconceitos, tive que batalhar muito e resistir

Roda de conversa, cinema e coral; confira as atrações do primeiro dia de evento

Roda de conversa, cinema e coral; confira as atrações do primeiro dia de evento O Dia Nacional do Samba foi na quinta-feira (2), mas em Vitória as comemorações começaram na quarta-feira (1), primeiro dia da Mostra Samba que Eu Quero Ver, que aconteceu na Casa da Música Sônia Cabral e na praça João Clímaco, na Cidade Alta, Centro de Vitória. A programação do primeiro dia de evento foi marcada por oficinas, rodas de conversa, apresentações culturais e sessões de cinema para alunos do ensino fundamental da Espírito Santo, que puderam assistir três curtas-metragens: “Cartola, Música para os Olhos”, de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda; “Espírito Samba”, do Instituto Raízes; e “Damas do Samba”, de Susanna Lira. As oficinas, sobre cobertura audiovisual, com o facilitador Felipe Amarelo, e a de Percussão de Bateria de Escola de Samba, com Górgias Gomes, percussionista geral e ritmista da Unidos de Jucutuquara também seguem a todo vapor. Com o tema “Samba, subúrbio e subversão”, a roda de conversa refletiu sobre como o samba é um elemento de resistência política, cultural e econômica, em especial, para as comunidades dos subúrbios brasileiro e capixaba. À noite, a abertura oficial da Mostra Samba que Eu Quero Ver contou com a apresentação do Coro Jovem Vale Música, com músicas em homenagem a Cartola e outros sambistas de samba de raiz. O público se emocionou e aplaudiu de pé os musicistas. Em seguida, teve mais exibição de filme para o público. A programação da Mostra Samba que Eu Quero Ver é totalmente gratuita.

Confira o resultado dos selecionados nas Oficinas de samba-enredo, percussão de bateria e cobertura de carnaval

Confira o resultado dos selecionados nas Oficinas de samba-enredo, percussão de bateria e cobertura de carnaval O Samba que Eu Quero Ver divulga a lista dos 80 selecionados para participar das oficinas gratuitas sobre samba-enredo, percussão de bateria e técnicas de cobertura audiovisual de carnaval. Foram selecionados jovens e adultos que querem aprender mais sobre samba e carnaval. As oficinas começam nesta terça-feira, 29, e serão realizadas na Casa da Música Sônia Cabral. As inscrições foram realizadas entre os dias 11 e 27 de novembro. Veja quem garantiu vaga: Oficina Petrobras Carnaval Que Eu Quero Ver, prática de cobertura audiovisual Jhenefer Cristina Tolentino  Matheus Poltronieri Jailson da Silva Oliveira  João Vitor Lemos Lobato  Rayna da Silva Henrique  Genair Oliveira da Silva  Ana Paula De Boni Silva  Fernand Queiroz dos Santos Moraes  Caroline Izidoro dos Santos  Júlia Ramos Borges  Bruno Silva de Souza Marcia Rodrigues Bispo  Esther Kerem de Oliveira Soares Amanda Barros Rodrigues de Carvalho  Rodrigo Silva de Jesus Clésio Rodrigues Barreto Júnior  Luiz Henrique Nascimento Da Silva Andre Luiz Sales Borges Oficina Interpretação de samba-enredo Marina Zanchetta Vieira  Larissa Andrea dos Santos Godoy  Amanda Requião Saldanha Ferraz Nunes  Luciene pereira dos Santos  Vinicius Pereira de Araújo  Maria Clara Martinhs Pacheco dos Reis Leonardo Gusmão Lascola Thaisa Marques Barbosa Breno Lirio Almeida Elane Trindade Alves Lorena Dalvi Bergamini Janete Santos  Victor Rodrigues Batista Gabriela Santos da Silva Bruno Silva de Souza Klícia Zacchi da Silva  Marcia Rodrigues bispo  Maria Goretti Medici Macedo Maxwell de Oliveira Moreira Maria Roberta Medici Macedo Valladares Oficina de percussão de bateria Loriana Simplcio Daniel Amazonas dos Santos Valadares Lara Anacleto Rizzi Patrícia Costa da Silva  Eder Ferreira Silva  Marco Antonio messias soares Val Nunes Alexia Cristina Clotilde de Souza João Carlos do Nascimento  Ludmila Vasconcelos Vinícius Caus Zuqui Rayan Fabri Casagrande Leandro Rocha Lopes  Amanda Requião Saldanha Ferraz Nunes  Rafael dos Santos Ferreira Ben – hur henrique sarandy carneiro de Paula Alisson Oliveira Lopes Ingrid Gonzaga Leal  Emmanuelle Oliveira Marina Giacomini Brandão  Jonias Pereira Felisberto Itala Lea Mendes Amorim Teodoro  Fabio Carvalho  Cyntia Paulino  Cassiano Caeu Ramos de Jesus  Carla Taiza Pereira Mayara Pereira da rocha  Marcos Vinicius chagas Victor Rodrigues Batista Fabiano de Souza DATAS E HORÁRIOS Oficina Petrobras Carnaval que Eu Quero Ver (20h), com Felipe AmareloDatas: de 29/11(ter) a 1/12 (qui), das 13h às 17h; dia 2/12 (sex), das 13h às 16h; e  dia 03/12 (sáb), das 9h às 13h. Devido aos jogos do Brasil na Copa do Mundo, o início da oficina foi remanejado para a terça-feira (29) e o último dia para o sábado (03), na parte da manhã; já a aula da sexta-feira (02) terminará às 16h (horário de início do jogo).Local: Casa da Cultura Sônia Cabral (Sala Criativa – 1º pavimento) Oficina de Percussão de Bateria de Escola de Samba (6h), com Górgias GomesData: dias 30/11(qua) e 1/12 (qui), das 13h30 às 16h30Local: Teatro Casa da Música Sônia CabralOficina de Interpretação de Samba-Enredo (6h), com Fernanda Lima e Vinicius MoraesDatas: dias 29/11(ter) e 30/11 (qua), das 19h às 21h.Local:  Casa da Cultura Sônia Cabral (Sala Criativa – 1º pavimento)

Semana do Dia Nacional do Samba traz mostra cultural inédita e gratuita para exaltar o ritmo tão presente na cultura capixaba

Semana do Dia Nacional do Samba traz mostra cultural inédita e gratuita para exaltar o ritmo tão presente na cultura capixaba O evento Samba que Eu Quero Ver é gratuito e acontece de 1 a 3 de dezembro, com mais de dez horas de shows, além de mostra de filmes, exposições fotográficas, oficinas, feira gastronômica, rodas de conversa e exibição do jogo do Brasil Abram alas que o samba capixaba e nacional vai ocupar o Centro da Cidade com a primeira edição da mostra Samba que Eu Quero Ver nos dias 1, 2 e 3 dezembro, na praça João Clímaco e a Casa da Música Sônia Cabral.  A programação, totalmente gratuita, terá exibição de filmes, shows de samba, exposições fotográficas e oficinas sobre o tema, e ainda a feira gastronômica das Yabás – com comidas de rua e também inspiradas na ancestralidade africana-, rodas de conversa com pensadores e produtores locais e nacionais. Tudo isso em clima de Copa do Mundo, com exibição do jogo do Brasil na sexta-feira, 2 de dezembro, quando é celebrado o Dia Nacional do Samba. A ação cultural defende a necessidade de fortalecer a produção artística do samba no estado, e o resgate dessa parte da identidade capixaba tão relevante, mas ainda tão pouco reconhecida dentro e fora do Espírito Santo.  Reconhecido pela Unesco, em 2005, como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o samba, apesar de ser um dos maiores símbolos da cultura brasileira, e proporcionar entretenimento, inclusão social, geração de emprego e renda na economia criativa, ainda sofre com a falta de fomento e políticas públicas para a preservação de memória Mostra Multicultural A Mostra contará com ações de educação cultural, com foco na construção de memória por meio de exposição fotográfica sobre o carnaval de Vitória e a ancestralidade do samba, além da Oficina Petrobras Carnaval que Eu Quero Ver, prática de cobertura de audiovisual para jovens de agremiações capixabas e público em geral interessado no tema. A educação cultural engloba, ainda, as oficinas de Interpretação de Samba-Enredo e Percussão de Bateria de Escola de Samba. Todas as oficinas são gratuitas e estão com inscrições encerradas. A proposta trazida pelo evento de pensar o futuro também terá espaço com os bate-papos e palestras sobre memória, história e identidade do samba nacional e capixaba, com pesquisadores, moradores e líderes de comunidades envolvidos com o samba do Espírito Santo e do Rio. Na Mostra Audiovisual, serão exibidos 8 filmes com temáticas relacionadas ao mundo do samba. Os shows musicais, no total de 10, contemplarão a diversidade de diferentes gêneros do samba presentes no Espírito Santo.  O Samba que Eu Quero Ver – Mostra Cultural de Bamba Capixaba é produzido pela Lúdica Audiovisual, Odoyá Arte e Cultura e Arco Comunicação. Tem apoio da Liga das Escolas do Grupo Especial – ES (Liesge), Rede Gazeta, e conta com o patrocínio master da Petrobras, patrocínio do Instituto Cultural Vale, e a realização é da Puri Produções e do Governo Federal viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura por meio da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. Samba-manifesto 2022 Como nas agremiações de escolas de samba, e para celebrar a primeira edição da mostra e dizer a que veio, o Samba que Eu Quero Ver convidou um time de compositores locais para participarem da tradicional disputa de samba-enredo sobre o nosso propósito: reconhecer e difundir a riqueza do samba capixaba para o Brasil. Participaram João Victor Machado, Kleber Simpatia, Leonardo Reis e Vagner Azevedo. O vencedor da disputa foi o compositor João Machado. Confira a letra que já foi musicada e gravada na voz do puxador da campeã Novo Império, Kleber Simpatia. Samba que Eu Quero Ver Patrimônio da humanidade Batuque, africanidade Salve o nosso samba Resgate da memória ancestral Um passeio pela história Nossa mostra cultural Samba que eu quero ver Tem samba em todo lugar Numa tela de cinema Numa foto, num olhar Samba que eu quero ver Vitória vai misturar Cultura e diversidade Do Samba Capixaba Samba que eu quero ver Tem samba em todo lugar Numa roda de conversa Do tempero ao paladar Samba que eu quero ver O Brasil se apaixonar Reconhecendo a identidade Do Samba Capixaba Samba Capixaba! Bamba Capixaba! Capixaba! Tem Bamba no Samba Capixaba! [SERVIÇO] Samba que Eu Quero Ver – Mostra Cultural de Bamba Capixaba Datas: 1, 2 e 3 de dezembro Local: Casa da Música Sônia Cabral e Praça João Clímaco, Cidade Alta, Centro de Vitória Site: sambaqueeuquerover.com.br Instagram: instagram.com/sambaqueeuquerover Entrada gratuita [FOTOS]  Carnaval de Vitória l Créditos Zanete Dadalto [PROGRAMAÇÃO] Terça – Feira | 29 de novembro  13h – 17h20 Oficina Petrobras Carnaval que Eu Quero Ver, sobre prática de cobertura audiovisual, com o facilitador Felipe Amarelo (fotógrafo e sambista) Local: Sala Criativa – 1º pavimento.  19h – 21h Oficina de Interpretação de Samba-Enredo, com Fernanda Lima (fonoaudióloga e Vinicius Moraes (Músico) Local: Sala Criativa – 1º pavimento. Quarta-Feira | 30 de novembro 13h – 17h20 Oficina Petrobras Carnaval que Eu Quero Ver, sobre prática de cobertura audiovisual, com o facilitador Felipe Amarelo. Local: Sala Criativa – 1º pavimento. 13h30 – 16h30 Oficina de Percussão de Bateria de Escola de Samba, com Górgias Gomes (Percussionista Geral. Ritmista da Unidos de Jucutuquara ).  Local: Casa da Música Sônia Cabral. 19h – 21h Oficina de Interpretação de Samba-Enredo, com Fernanda Lima e Vinicius Moraes Local: Sala Criativa – 1º pavimento. Quinta – Feira| 1 de dezembro 10h – 10h50 Sessão de cinema para Escolas Públicas Municipais de Ensino Fundamental Público-alvo: de 11 a 14 anos. Vamos exibir três curtas-metragens sobre samba para o público infantil. Local: Teatro da Casa da Música Sônia Cabral. 13h – 17h Oficina Petrobras Carnaval que Eu Quero Ver, sobre cobertura audiovisual, com o facilitador Felipe Amarelo Local: Sala Criativa – 1º pavimento 13h30 – 16h30 Oficina de Percussão de Bateria de Escola de Samba, com Górgias Gomes (Percussionista Geral. Ritmista da Unidos de Jucutuquara ).  Local: Casa da Música Sônia Cabral. 17h – 18h30 Roda de conversa 1: Samba, subúrbio e subversão 

Últimos dias para se inscrever em oficina audiovisual gratuita para preservação da memória do Carnaval Capixaba

Últimos dias para se inscrever em oficina audiovisual gratuita para preservação da memória do Carnaval Capixaba Oficina “Petrobras Carnaval que Eu quero ver” é voltada a jovens pertencentes a agremiações e comunidades interessadas em Carnaval. A ação faz parte da “Mostra Samba que Eu Quero Ver”e as inscrições vão até a próxima quinta (27) no site do projeto. Com foco em capacitar a juventude para atuar na preservação da memória do Carnaval por meio do audiovisual, o Samba que Eu Quero Ver – Mostra Cultural de Bamba Capixaba promove a oficina Petrobras Carnaval que Eu Quero Ver, ministrada pelo fotógrafo e músico Felipe Amarelo. A atividade é voltada para jovens de agremiações e interessados em Carnaval, e será realizada de 29 de novembro a 3 de dezembro, na Casa da Música Sônia Cabral, na Cidade Alta, Centro de Vitória. A oficina irá ensinar técnicas de coberturas audiovisuais para o registro e preservação da memória dos bastidores e desfiles do Carnaval de Avenida com o que se tem ao alcance: dispositivos móveis, sensibilidade e muita disposição. A carga horária é de 20 horas, com certificado, e podem participar até 30 jovens, de 14 a 20 anos. Para esta oficina está prevista, além da alimentação, uma ajuda de custo com passagem de ônibus (ida e volta) para jovens residentes da Grande Vitória.   Embora o Carnaval Capixaba seja o terceiro maior de avenida do país, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro e de São Paulo, poucos são os registros históricos dos bastidores e dos principais atores e personagens envolvidos nessa cadeia tão importante da economia capixaba. Somente em 2019 (um ano antes do início da pandemia), o evento reuniu cerca de 60 mil pessoas nas arquibancadas, mesas, camarotes e avenida do Sambão do Povo, onde desfilaram as 19 agremiações dos Grupos A, B e Especial, em três dias de festa. Para Nabila Santos, diretora de programação do evento e nascida numa família de sambistas de Jucutuquara, a importância da oficina passa pela questão da falta de construção de memória, qualificação e transmissão de saberes do samba no estado. “Infelizmente, os registros da memória do samba e do carnaval capixaba ainda estão muito limitados à oralidade, em especial, dos sambistas da Velha Guarda Capixaba. Poucos são os livros ou registros existentes para a conservação desse legado. Com essa oportunidade, os jovens participantes vão poder criar uma rede de produção de conteúdo, registrar os bastidores da construção de um desfile e até as histórias de antigos e novos produtores de samba”, afirma a advogada e produtora cultural. Para além da importância de fomentar a qualificação desse registro com o acesso à técnicas e ao manuseio de equipamentos de filmagens, a ação foca em um público sensível: jovens que estão saindo da adolescência e que muitas vezes pertencem a comunidades periféricas.  Felipe Amarelo, facilitador da oficina, defende que a educação cultural, em especial a artística, voltada à poética da produção de imagens e a partir de um universo tão importante para esses jovens – suas escolas de samba do coração -, pode trazer novas perspectivas de vida: “a ideia é que essa seja apenas a primeira etapa do aprendizado e que, a partir de outros fomentos e possibilidades de bolsas de estudos, a gente possa dar continuidade aos registros desses bastidores do desfile o ano todo, criando uma rede de memórias mais consistente para a preservação do Carnaval Capixaba e quem sabe um ofício profissional para os participantes.” Mais ações educativas Para aprofundar a transmissão de saberes do samba, o projeto propõe mais duas ações educativas gratuitas: Oficina de Percussão de Bateria de Escola de Samba (6h), com o percussionista e diretor de   bateria da GRES Jucutuquara, Górgias Gomes; e a Oficina de Interpretação de Samba-enredo (6h), com a fonoaudióloga Fernanda Lima e o músico Vinicius Moraes. As atividades são gratuitas e foram desenhadas em parceria com a Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesge). As inscrições estão abertas até a quinta-feira, 24 de novembro, pelo site: www.sambaqueeuquerover.com.br.  Mostra cultural de bamba capixaba Além das capacitações, a ação propõe uma mostra multilinguagem e inédita sobre o samba. Música, cinema, rodas de conversa, gastronomia e exposições fotográficas vão ocupar a Casa da Música Sônia Cabral e a Praça João Clímaco, na Cidade Alta, nos dias 1, 2 e 3 de dezembro. O projeto defende a necessidade de fortalecer e fomentar a produção artística sobre o tema no estado, e o resgate dessa parte da identidade capixaba tão relevante, mas ainda tão pouco reconhecida dentro e fora do Espírito Santo. O Samba que Eu Quero Ver – Mostra Cultural de Bamba Capixaba é produzido pela Lúdica Audiovisual, Odoyá Arte e Cultura e Arco Comunicação. Tem apoio da Liga das Escolas do Grupo Especial – ES (Liesge), Rede Gazeta, e conta com o patrocínio master da Petrobras, patrocínio do Instituto Cultural Vale, e realização da Puri Produções e do Governo Federal viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura por meio da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. [SERVIÇO] Samba que Eu Quero Ver – Mostra Cultural de Bamba CapixabaDatas: 1, 2 e 3 de dezembroLocal: Casa da Música Sônia Cabral e Praça João Clímaco, Cidade Alta, Centro de VitóriaSite: sambaqueeuquerover.com.brInstagram: instagram.com/sambaqueeuqueroverEntrada gratuita Oficina Petrobras Carnaval que Eu Quero Ver (20h), com Felipe AmareloDatas: de 29/11(ter) a 1/12 (qui), das 13h às 17h; dia 2/12 (sex), das 13h às 16h; e  dia 03/12 (sáb), das 9h às 13h. Devido aos jogos do Brasil na Copa do Mundo, o início da oficina foi remanejado para a terça-feira (29) e o último dia para o sábado (03), na parte da manhã; já a aula da sexta-feira (02) terminará às 16h (horário de início do jogo).Local: Casa da Cultura Sônia Cabral (Sala Criativa – 1º pavimento) Vagas e público-alvo: até 30 jovens, de 14 a 20 anos, de dentro e fora das agremiações. Os inscritos na oficina terão a ajuda de passagem de ônibus (ida e volta) e lanche. Inscrições: sambaqueeuquerover.com.br/oficinas Oficina de Percussão de Bateria

Aprenda a fazer samba com caixinha de fósforo!

Aprenda a fazer samba com caixinha de fósforo! Em 1855 surgiu o palito de fósforo como conhecemos hoje, coberto por um agente isolante para não pegar fogo dentro da caixinha. No Brasil, o produto só passou a ser fabricado no início do século XX, mas diferentemente do restante do mundo, por aqui acabou ganhando uma função além da original: fazer samba! Uma caixinha de fósforo – nem cheia e nem vazia -, uma mão para segurá-la e dois dedinhos para dar o ritmo: é apenas isso que você precisa para fazer um som tal qual os grandes mestres do samba fizeram e fazem até hoje. No vídeo a seguir, confira um simples passo a passo para transformar sua caixinha de fósforos em instrumento musical. Quem ensina é a percussionista, professora de pandeiro e produtora cultural Dani Nogueira. Confira: Agora que você já sabe, não se esqueça de compartilhar o som com os amigos nas redes sociais e de marcar a gente: @sambaqueeuquerover!  

Samba capixaba: inscrições abertas para oficinas gratuitas de percussão, samba-enredo e cobertura de carnaval 

Samba capixaba: inscrições abertas para oficinas gratuitas de percussão, samba-enredo e cobertura de carnaval  O projeto Samba que Eu Quero Ver realiza oficinas entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro na Casa da Cultura Sônia Cabral. As inscrições vão até 24 de novembro.Das rodas e palcos aos desfiles no Sambão do Povo, o samba capixaba movimenta a cultura do Espírito Santo. E para fortalecer ainda mais o ritmo que ecoa nas ruas e morros do estado, o projeto Samba que Eu Quero Ver – Mostra Cultural de Bamba está com inscrições abertas até 24 de novembro para oficinas gratuitas sobre samba-enredo, percussão de bateria e técnicas de cobertura audiovisual de carnaval. As ações educativas são abertas ao público em geral interessado em aprender os saberes do samba e jovens integrantes de agremiações. As atividades acontecem entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro na Casa da Música Sônia Cabral, Centro de Vitória. As três oficinas são voltadas para maiores de 14 anos e contam com 80 vagas disponíveis. As inscrições podem ser feitas pelo site: www.sambaqueeuquerover.com.br.Além das capacitações, a ação propõe uma mostra inédita de multilinguagens sobre o samba. Música, cinema, rodas de conversa, gastronomia e exposições fotográficas vão ocupar a Cidade Alta e a Casa da Música Sônia Cabral nos dias 1, 2 e 3 de dezembro. O projeto defende a necessidade de fortalecer e fomentar a produção artística sobre o tema no estado, e o resgate dessa parte da identidade capixaba tão relevante, mas ainda tão pouco reconhecida dentro e fora do Espírito Santo. Por meio de um evento cheio de sinestesia, ritmos, planos-sequência, acordes, danças e encontros, o público vai conhecer e vivenciar a riqueza cultural do legado do samba capixaba e sua confluência de manifestações culturais regionais únicas, como o congo, o jongo e o ticumbi. A programação completa será divulgada em breve nas redes e site do projeto.Para a diretora de programação e uma das idealizadoras do projeto, Luana Laux “a ação é uma oportunidade de apoiar a construção da memória social do samba, passando pelas tradições até as políticas públicas que impulsionaram para que o nosso desfile de carnaval de avenida se tornasse o terceiro maior do país. Assim como o samba brasileiro é patrimônio imaterial mundial, o samba capixaba também é patrimônio do Brasil.Só precisamos cuidar da preservação da sua cultura e memória, seja por meio de seu fomento ou de ações educativas e culturais capazes de difundir e transmitir o nosso legado”.O projeto é produzido pela Puri Produções com coprodução da Lúdica Audiovisual, Odoyá e Arco. Tem apoio da Liga das Escolas do Grupo Especial – ES (Liesge) e conta com o patrocínio master da Petrobras, patrocínio do Instituto Cultural Vale, e realização do Governo Federal viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura por meio da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. OFICINASOficina Petrobras Carnaval que eu quero ver (20h), com Felipe Amarelo (fotógrafo e músico)Dentro e fora da avenida, os desfiles das escolas de samba são resultado de uma construção coletiva, da mesma forma, nos bastidores, as transmissões nas redes sociais mostram a força da relação entre público, foliões e ritmistas. A oficina propõe uma reflexão e prática sobre técnicas de coberturas audiovisuais pensadas para o registro e a preservação dos bastidores da memória do Carnaval de Avenida, com o que se tem ao alcance: câmeras, dispositivos móveis, sensibilidade e muita disposição. Data: de 29/11(ter) a 1/12 (qui), das 13h às 17h; dia 2/12 (sex), das 13h às 16h; e dia 03/12 (sáb), das 9h às 13h. Obs.: devido aos jogos do Brasil que ocorrerão na semana da oficina, o início foi remanejado para o dia 29/11 e o último dia para o dia 3/12, na parte da manhã; a aula do dia 2/12 terminará às 16h (horário do jogo).Local: Casa da Cultura Sônia Cabral (Sala Criativa – 1º pavimento)Vagas e público-alvo: até 30 jovens, de 14 a 20 anos, de dentro e fora das agremiações, interessados em estudar audiovisual e entender como funciona os bastidores de uma cobertura de carnaval. Os inscritos na oficina terão a ajuda da passagem (ida e volta). Inscrições em https://sambaqueeuquerover.com.br/oficinas/ Oficina de percussão de bateria (6h), com Górgias Gomes (diretor de bateria)A oficina visa sensibilizar os participantes para os ritmos percussivos relacionados à configuração de uma bateria de escola de samba, trabalhando o gênero samba-enredo e suas variações. Um passeio sobre os diferentes toques de caixas, evoluções rítmicas, cadência e diferenciação entre os toques de surdos e rítmica de instrumentos que compõem as baterias, tais como tamborins, repiques e outros naipes de percussão. Data: dias 30/11(qua) e 1/12 (qui), das 13h30 às 16h30.Vagas e público-alvo: até 30 jovens, entre 14 e 30 anos, interessados em aprender a tocar bateria de escola de samba. Inscrições em: https://sambaqueeuquerover.com.br/oficinas/Local: Teatro Casa da Música Sônia Cabral Oficina de interpretação de samba-enredo (6h), com Fernanda Lima (cantora) e Vinicius Moraes (músico)O samba-enredo é um dos elementos essenciais para o desfile das escolas de samba, responsável por guiar todo o desfile e transmitir em música a narrativa escolhida pelas agremiações para apresentar na avenida. A oficina irá trabalhar técnicas de canto, respiração e postura vocal para quem deseja aprender mais sobre o universo dos enredistas e intérpretes. Também será uma oportunidade de aprender e compartilhar experiências diretamente com os sambistas Fernanda Lima e Vinicius Moraes. Datas: dias 29/11(ter) e 30/11 (qua), das 19h às 21h.Vagas e público-alvo: até 20 pessoas interessadas em estudar técnicas de voz e interpretação de samba-enredo. A oficina é gratuita e aberta a todos, mas a seleção irá priorizar mulheres por conta da ausência da presença feminina nessas funções de liderança do Carnaval.Local: Casa da Cultura Sônia Cabral (Sala Criativa – 1º pavimento) Puri ProduçõesProdutora dedicada à realização e produção de eventos de cunho artístico, social e educacional. É especializada em produção audiovisual e de eventos. Produziu a edição de programas de TV, como o “Somos Capixabas”, da TV Gazeta, edições do FECIM – Festival de Cinema e TV